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ESMEG

Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás

Desembargador Romeu Pires de Campos Barros

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Esmeg e Ejug debatem o combate ao crime organizado com instituições parceiras em evento de caráter internacional

A Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás (Esmeg) realizou, na sexta-feira (24), em parceria com a Escola Judicial de Goiás (Ejug), o I Seminário de Combate ao Crime Organizado, com a participação de uma das maiores referências mundiais em conhecimento do tema, o professor Germán Guillén López, do México, dentre outros renomados profissionais.

O evento contou com a participação de diversas instituições parceiras, como Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), o Ministério Público, as polícias civil e militar, polícia rodoviária federal, e a Corregedoria do TJGO. Os debatedores discutiram os temas guerra assimétrica e violência urbana; monitoramento do crime organizado no Estado de Goiás; ação penal em crime organizado e a criação de varas específicas em Goiás; criminologia e delinquência organizada – experiência do México.

Os palestrantes avaliaram as dificuldades enfrentadas pela segurança pública e pelo sistema de Justiça do Brasil na prevenção e no combate ao crime organizado, e apontaram intervenções e metas para um trabalho mais eficaz. Juiz auxiliar da Presidência do TJGO, Clauber Costa Abreu, vice-diretor da Ejug, destacou que dentre as 33 novas varas que serão criadas em Goiás, duas serão direcionadas especificamente ao combate do crime organizado, nas comarcas de Goiânia e Luziânia.

O delegado da Polícia Civil do Estado de Goiás, André Fernandes de Almeida, ponderou que as organizações criminosas não atuam com força em Goiás, mas que é preciso combater a criação esses grupos no Estado. “Nós temos grandes centros, em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde existem facções bem sedimentadas, e o Estado de Goiás, por conta de sua posição geográfica, é um atrativo”, observou.

Ele explicou que, por atuarem à margem da lei, as organizações criminosas possuem facilidade em adquirir armas de fogo e regimentar pessoas. Destacou que a lavagem de dinheiro realizada por elas reforçam suas ações, sendo um dos grandes desafios para a polícia retirar esse patrimônio que sustentam as organizações.

Com 30 anos de experiência, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do Rio de Janeiro, ressaltou que a situação do crime organizado no Rio de Janeiro é muito delicada. “Mas sobre uma ótica social, humana e também jurídica, você não tem dúvidas de que as ramificações criminosas, suas variantes e o seu poderio financeiro, bélico e de material humano alcançou níveis estratosféricos e incontroláveis”.

Internacional

O seminário teve caráter internacional, com a participação do professor Germán Guillén López, do México, que compartilhou sua experiência no combate às organizações criminosas. Também palestraram o promotor e subcoordenador do Centro de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) do MPGO, Thiago Galindo Placheski, e o professor de Ciências Penais da Universidade de Sonora, no México, Germán Guillén López. Participaram do evento a juíza Vaneska da Silva Baruki, da Vara Criminal de Caldas Novas e coordenadora do seminário; a juíza Maria Socorro de Sousa Afonso Dias, diretora do Foro de Goiânia; e o juiz André Reis Lacerda, diretor da Esmeg.

André Lacerda destacou que o seminário foi bastante significativo, porque foi possível debater um tema tão importante e complexo, enfrentado pela segurança pública e pelo sistema de Justiça. “Foi um evento de muito sucesso, de caráter internacional, inovador na Esmeg. A participação de colegas foi muito significativa, o que nos deixa animados para continuar nessas discussões para buscarmos alternativas para a melhoria da qualidade da prestação jurisdicional. Agradeço ao presidente da Asmego, Wilton Muller; ao diretor da Ejug, Gerson Santana; secretário-geral da Esmeg, Castelhiano, e corregedor-geral, desembargador Walter Carlos Lemes  por respaldarem esse projeto”, declarou.

Com informações do TJGO.

Fotos: Luciana Lombardi.

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