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Juiz recém-empossado, Marcos Boechat fala sobre disciplina, persistência e planejamento

Magistrado novo do TJGO possui experiência de quatro aprovações em concursos públicos; certame da magistratira exigiu seis anos de estudo

Seis anos de preparação, com tempo de estudo cronometrado à risca. Quarenta horas semanais. Esta foi a tônica na rotina do juiz de Direito Marcos Boechat Lopes Filho, da comarca de Itapuranga (GO), na fase de estudos com vistas ao 55º Concurso para Juiz Substituto do Estado de Goiás. Recém-empossado pelo Tribunal de Justiça goiano (TJGO), Boechat colhe os primeiros frutos de um tempo de renúncia, sacrifício e dedicação. “Foram longos seis anos estudando para ser juiz. Sempre tentei conciliar o estudo e preparação para concursos públicos com o meu trabalho, portanto, o tempo de estudo, que era diminuto, precisava ser bem aproveitado”, comenta o magistrado. Aos 37, o carioca Marcos Boechat chega à magistratura estadual com a experiência de três anos de atuação na advocacia goiana.

Boechat traz no currículo passagens pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), além do próprio TJGO, onde trabalhou como escrevente por cinco meses, na Vara de Família, Sucessões e Cível. Graduado em 2000, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o bacharel em Direito conta detalhes da opção pela magistratura e dos esforços envidados na jornada dupla trabalho-estudos.

“Iniciei minha carreira jurídica como advogado, mas, após três anos de exercício, percebi que não estava satisfeito profissionalmente e busquei os concursos públicos, até que me identifiquei com a magistratura e passei a me preparar apenas para este cargo”, relata. Boechat conta que a aprovação no certame exigiu disciplina, compromisso e estratégia, com estudos personalizados, separados por matéria.

“Enquanto trabalhei como escrevente no TJGO e técnico jurídico no MPGO, o estudo era muito difícil, porque precisava estudar no intervalo para almoço e à noite, o que sempre me foi muito sacrificante. Ao assumir o cargo de analista judiciário no TJDFT, passei a ter todo o período matutino para estudar, pois o expediente naquele tribunal inicia às 12 horas, e ainda estudava cerca de uma hora no período noturno. Também não podia dispensar o estudos nos finais de semana e feriados“, conta.

Família

Segundo Boechat, o planejamento foi critério essencial na conciliação dos estudos com a família. “O mais difícil é conciliar tudo isso e ainda disponibilizar atenção para família, namorada e amigos. Por isso, sempre fui muito organizado com os estudos e fazia um planejamento mensal, com as matérias que iria estudar cada dia e cronometrava e anotava o tempo de estudo líquido diário, para ter um controle de quanto eu estava, de fato, estudando por semana. Minha meta era estudar, pelo menos, quarenta horas semanais”, revela o juiz.

Lazer

No decorrer dos estudos para concursos públicos, Marcos Boechat optou por programas de lazer familiares, em sua maioria, durante o dia. “Tentava cumprir rigorosamente meus planos de estudos para, justamente, ter algum tempo destinado ao lazer nos sábados e domingos, pois é muito importante descansar a mente com momentos de descontração. Em geral, os eventos eram mais tranquilos, como cinema, passeios nos parques de Brasília, almoços de família, etc”, lembra o magistrado.

Material didático

A escolha do juiz em sua preparação foi pelos estudos direcionados, por fase do concurso, para o qual foram utilizados diferentes fontes de pesquisa. “Meu planejamento de estudo era personalizado para cada etapa do certame. Para provas objetivas, dava mais ênfase à leitura atenta da legislação, pois observei que cerca de 80% das questões de prova versavam sobre texto de lei, sendo os 20% residuais destinados à doutrina e jurisprudência. Em provas subjetivas e práticas, no entanto, passa a ser mais relevante o estudo aprofundado de boas doutrinas, mesmo porque a consulta à lei “seca” nessas etapas geralmente é permitida”.

Prova oral

“Para a prova oral, o estudo de doutrina, lei “seca” e jurisprudência deve ser bem coordenado, pois tudo é passível de ser cobrado. No entanto, em geral, as perguntas de prova oral não são tão aprofundadas quanto aquelas subjetivas, mas é muito importante aprender técnicas de postura, entonação de voz, formas de expressão oral e corporal podem levar ao sucesso nesta última etapa eliminatória do concurso. O equilíbro emocional é fundamental para a aprovação”, indica Boechat.

Compromisso

Empossado em dezembro de 2013, o juiz do TJGO garante que atuará pela paz e ordem da coletividade. “Meu objetivo é ser um magistrado justo, honesto e, principalmente, humano. Pretendo exercer tão relevante função pública de forma a, efetivamente, fazer a diferença para a comunidade local. Prestar a atividade jurisdicional eficaz e tempestiva é fundamental para a pacificação social e manutenção da ordem, especialmente em pequenos centros urbanos”, afirma Boechat.

Dicas

“Para alcançar a aprovação, seja disciplinado e persistente. Estude de maneira organizada e planejada, tenha força, fé e coragem, pois no momento certo será agraciado com a aprovação no cargo de seus sonhos. Muitas vezes somos levados a querer alcançar resultados imediatos, mas é preciso ter paciência. O importante é não desistir. O estudo nunca é em vão e uma reprovação, certamente, torná-lo-á mais forte para um novo desafio. Decepções haverá, mas levante a cabeça e olhe sempre para frente. Um dia a glória chegará, tenha certeza! Boa sorte!”, conclui o juiz Marcos Boechat ao enviar mensagem para quem se prepara para a carreira.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ESMEG. Foto: CCS/TJGO

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